09/03/2013

Trocar de Empresa (?)

 Acontece aos melhores profissionais. No meio de um dia de trabalho, um telefonema de um consultor (headhunter) abre repentinamente novos caminhos para sua carreira. A satisfação é grande, é nesse momento que um profissional sente a verdadeira diferença de ter contratado uma assessoria ou uma "agência de emprego". É claro que logo que você recebe a comunicação há uma mistura de insegurança e dúvida que lhe invade a alma. A troca de empresa seria realmente compensadora? O que encontraria no novo ambiente de trabalho? Qual a situação financeira dessa companhia? Como a família reagiria a uma eventual mudança de cidade? As respostas a essas e a outras questões exigem uma pesquisa minuciosa e discreta. São necessárias algumas horas de reflexões profundas.

Mas tais cuidados podem significar a diferença entre uma guinada na carreira e uma trombada espetacular. Nunca se esqueça: muitas vezes na vida é preciso mudar. É claro que há circunstâncias particulares. Se o profissional sente que não há como progredir na sua função na organização ou, até mesmo, já está há mais de cinco anos na empresa (tempo que julgamos ideal para mudar de emprego) o bom senso manda que as exigências sejam afrouxadas. A recomendação vale também para os desempregados.

A responsabilidade por tal tarefa é do próprio profissional, mas também pode solicitar a opinião do seu "conselheiro de carreira". Um dos primeiros cuidados é evitar as tentações, ou seja, aceitar uma proposta de emprego apenas pelo pacote de remuneração ou pelo título lustroso de um cargo. Afinal, falsas expectativas oferecidas pelas empresas não tem amparo na lei da cidadania. Não há proposta boa ou ruim, pois tudo depende do casamento das necessidades da empresa com os anseios do profissional. Um noivado precipitado, pode trazer surpresas desagradáveis. Além disso, feita a oferta, o profissional deverá levar em conta a cultura da nova organização, bem como seu "plano de cargos e salários", pois muitas empresas possuem "plano de carreira" apenas no papel, sem o comprometimento da direção.

Sobre a cultura terá que tomar alguns cuidados, principalmente em empresas conservadoras, pois características pessoais poderão serem malvistas. Exemplos: terno bem cortado e gravata de seda ou até mesmo um carro caro, poderão ser vistos como sinais de esnobismo; uma pessoa barulhenta talvez não se sentisse confortável numa empresa de origem européia, cuja marca é a discrição. Assim a identificação do profissional com a cultura da empresa é fundamental para o seu sucesso na organização.

O que um profissional deve valorizar numa proposta de emprego:
- Oportunidade de Treinamento e Desenvolvimento;
- Experiências Internacionais;
- Valorização da Formação, Pós-Graduação e Idiomas;
- Pacote de Remuneração;
- Possibilidades de Promoções;
- Posição Estratégica;
- Projetos de Longo Prazo.

 
E então, vale a pena mudar de empresa?


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